Negro Rei

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A ti a minha

 

A ti a minha

Margarida perfumada
A tua boca, seiva suculenta
Que teus ósculos irrigava
O viço que a ti sustenta
A matriz do meu jeito
Tua razão delirante
Enraizou no teu peito
Suspiros ofegantes
Permeando nosso leito
Incomodando dona lama
Obrigando-te respeito
Arrebatou a nossa cama
Acreditou no desfeito
Mas sua memória a engana
Silenciosa saudade
Ofereça-te liberdade
Se teu desejo apascenta
Te permites e tentas
Um jardim de verdade...

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