Negro Rei

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Insâna

INSÂNA

Insâna
Observando os sentimentos ...
Os vejo,abstrata escultura indecifrável
Permea-se pelo corpo,alento
Heptágono coberto a véu

Um mar de çéu
de ardor vestido
Meu sentido réu
O nada ao todo vivo

Profundo a voz de dentro
Se ergue como um lama despido
Enredo do pensamento
Ladro mantra passivo

Depois do sonho e da aurora
Recolher caprichos e prazeres
Voragem que se encorpora
Lanho contrito nos seres

Certezas fincadas no âmago
Cálido,gélido e atordoador
Fustigante ensino insâno
A brincar no labirinto a bibelô

Imortal ! se ergue em templos
Com portas para o infinito
Existência que sinta comeno
Do seu viver, o seu sentido.

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